Salve Jorge, salve simpatia!

Jorge Ben Jor no Credicard Hall

Aconteceu no último sábado (23), no Credicard Hall, em São Paulo, o show do Jorge Ben Jor. O cantor entrou uma hora atrasado, mas pronto para tocar e balançar a plateia por mais de duas horas de show. O local não estava completamente cheio, em se tratando da plateia superior e camarote, mas a pista estava lotada.

A banda do Zé Pretinho veio em peso e fez a diferença na apresentação de Ben que, apesar da ótima forma e disposição, já está beirando os 70 anos. O cantor não mostrou cansaço, mas acabou fazendo uma pausa de 10 minutos, na qual trocou de roupa. Um dos únicos indícios de que Jorge Ben não é exatamente o mesmo, é a rouquidão no final do show, o que o fez adotar a estratégia de colocar a mulherada no palco para cantar as últimas duas músicas, enquanto ele as puxava para dançar.

Jorge Ben Jor e a mulherada no final do show

O show foi repleto de velhos hits e ainda teve espaço para repetir algumas canções, porém desnecessariamente, já que faltaram músicas, como, por exemplo, “Ôba, Lá Vem Ela”. Outro artifício desnecessário foi fazer medley com canções que facilmente poderiam ter brilho só, tal como “O Telefone Tocou Novamente”. Mas Jorge fez à sua maneira e ainda emplacou “Do Leme ao Pontal”, do lendário Tim Maia. No meio da apresentação, Thaide apareceu no palco e cantou a música “Tempo Bom”.

Participação especial do Thaide

De um modo geral, as músicas estavam mais rápidas do que o normal, em um ritmo mais acelerado. Um amigo teve a impressão de que Ben estivesse querendo acabar com o show logo. A verdade é que Jorge Ben é sempre muito simpático e cumpre o protocolo direitinho em seus shows, mas ele realmente estava mais distante do público, digamos assim. Mas tem cantores e cantores… e Jorge? Mesmo ruim é bom.

Pista do Credicard Hall lotada

Eu sou suspeita para falar do Jorge Ben Jor, porque ele é um dos meus cantores brasileiros favoritos. Não pela sua qualidade vocal, mas pelo conjunto da obra. Acho que o cantor representa como ninguém o Brasil. Suas músicas carregam aquela malandragem que só o brasileiro tem, porém com uma ingenuidade que há muito não se ouve. Muito diferente das músicas atuais, cheias de duplo sentido. Ele fala sem ofender e bota a galera para dançar sem apelar. Na minha humilde opinião, ele deveria ser o responsável pela canção tema da próxima Copa do Mundo, que será no Brasil em 2014. Afinal, fazer músicas sobre o futebol e o Brasil é a sua especialidade. Salve Jorge, salve simpatia.

Jorge Ben no Credicard Hall

2 pensamentos sobre “Salve Jorge, salve simpatia!

  1. Rafael Junqueira disse:

    Esse show foi sensacional, estive presente. Algumas músicas tem arranjo diferente, mais pegadas, com guitarra… mas nem todas estão mais rápidas. Jorge da Capadócia, Mas que Nada, Alquimistas são exemplos de músicas que estão com versão mais longa que original. Claro que sempre falta uma ou outra música, mas o show durou bastante, não achei que deixou a desejar nesse aspecto! No mais, assino embaixo o que foi dito! Salve Jorge!

    • Kaká Felipe disse:

      Oi, Rafael… é verdade, o show realmente durou bastante e sempre alguma música fica de fora…Mas também não achei que o show deixou a desejar, foi muito bom!!! Obrigada pelo seu feedback.

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