A experiência “The Wall”

Como bem falou um amigo americano (que foi comigo ao show), o espetáculo – melhor definição impossível – ultrapassa a categoria de show; ele é uma experiência, uma vivência. E é isso mesmo. Quem teve a oportunidade de presenciar esse evento (que é fora de qualquer proporção), sabe do que eu estou falando.

Fui à segunda e última apresentação, que aconteceu ontem (3), de Roger Waters, em São Paulo. Nunca vi o Morumbi tão organizado e preparado para um show. Com lugares marcados – e respeitados – no famoso gramado do estádio, algo já dizia que a experiência seria diferente. Quantas vezes já passei por aquela pista, tentando em vão ver algo!… O local não estava lotado, bem longe disso. Com ingressos que chegaram a custar R$ 900, não é difícil entender por que as arquibancadas (valores mais baixos) estavam lotadas e a pista – com cadeiras – não.

O público, acima da média em relação à educação e ao respeito ao próximo, era em sua grande parte composto por adultos na faixa dos 40, 50 anos. Mas havia de tudo, inclusive crianças.

Bom, vamos ao que interessa…. Eu não sou uma grande fã do Pink Floyd, confesso que conheço pouco do extinto grupo de rock. Mas sabia que era meu dever assistir a esse show. E garanto: não me arrependo de ter gastado nem um real, dos R$ 400 que tive que desembolsar, para poder conferir de perto essa “ópera-rock”. Pois é, a definição de “ópera-rock” foi uma das melhores que li sobre o show.

“The Wall”, nome da turnê que se baseia no também disco do Pink Floyd, de mesmo nome, foi um dos espetáculos mais grandiosos e inovadores a que já assisti. É claro que muita coisa deve ter mudado desde sua criação, mas a experiência de som e imagem que o show proporciona é sem precedentes. Caixas acústicas colocadas em pontos estratégicos para dar uma sensação de inclusão total ao teatro musical. Eram sons de helicópteros, sirenes, pessoas gritando e um avião sobrevoando o estádio rumo ao palco… Foi sensacional, sem palavras! E o muro que servia como um mega telão, projetando imagens em HD e escondendo boa parte da banda, aguçava ainda mais a audição.

Pontual, como só os britânicos conseguem ser, Roger Waters fez uma apresentação de quase 2h30. O intervalo entre o primeiro e segundo ato, de 20 minutos, deu uma bela esfriada no andamento do show. Sem contar que a primeira parte foi a mais interessante, mesmo com a épica cena do muro vindo abaixo no final… O cantor, como de praxe, fez um discurso um tanto quanto político e falou em bom português. Minha parte favorita foi, sem dúvida, quando o coral de crianças brasileiras cantou junto com o Waters “Another Brick in the Wall” – isso aconteceu nos primeiros 20 minutos da apresentação.

Poderia escrever linhas e mais linhas sobre o show “The Wall”, mas tudo o que eu falar ainda vai ser pouco para descrever a experiência que foi vivenciar esse grande teatro musical.

PS: Parabéns a T4F pela bela organização do show. Estava impecável!

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