Howler e o seu som de gente grande. Confira entrevista!

Howler durante entrevista concedida ao zbra.fm

Os meninos de Minneapolis deixaram claro e em alto e bom som o porquê o Howler tem sido aclamado como a nova promessa do rock de 2012. Uma das revistas de música mais respeitadas do cenário, NME, colocou o grupo como a terceira melhor nova banda do mundo e Jordan Gatesmith – vocalista – como uma das cinquenta pessoas mais “cool” de 2011. Com esse curriculum, fica difícil não criar expectativas em relação a eles.

O show, que deveria ter ocorrido na última sexta (24), foi adiado para domingo, devido a forte nevasca que atingiu a cidade de Chicago, impossibilitando a banda de embarcar para o Brasil a tempo da apresentação paulista. Não deve ter sido um grande problema, já que o Beco 203 estava lotado na noite de ontem (26).

O vocalista Jordan Gatesmith

A banda brasileira de indie rock Some Community abriu o show para o Howler, e não fez feio, apesar dos problemas de som que ocorreram durante a apresentação. Eles irão tocar na próxima semana, no festival de música e artes South by Southwest, nos EUA. Para poucos…

Banda Some Community abrindo show para o Howler

Antes do show, eu entrevistei – na medida do possível – o grupo que anda fazendo muito barulho e sendo alvo de comparações com gente da pesada, como, por exemplo, Strokes. Tinha prometido que não iria fazer a pergunta que 10 entre 10 jornalistas fazem a eles, mas foi impossível ignorar o fato de que os meninos têm um “Q” da banda de Nova York, e o vocalista Jordan Gatesmith, principalmente, uma versão teen do Julian Casablancas. Visivelmente “alegrinhos”, os simpáticos e muito carismáticos garotos (sim, garotos, que mal aparentam ter a idade que têm, entre 19 e 22 anos) levaram todas as perguntas para o bom humor e respondiam tudo na base da brincadeira. Não deve ser nada fácil – na altura do seus 19 anos – serem comparados à banda que mudou o cenário do rock – para sempre – no começo do século 21. Uma responsabilidade que, sinceramente, não sei se eles estão preparados.

Saí da entrevista com a impressão de que talvez eles ainda estejam um pouco crus para tanto oba-oba e, até, que algumas situações e ações – por parte deles – são um tanto quanto exageradas – bem coisa própria de adolescente querendo se firmar e tal. Sem contar que de três em três anos, os críticos “acham” um novo Strokes. Foi assim com The Vaccines, The Libertines  etc. Até que o show começou…

Howler no Beco 203

Olha, os meninos, que até então pareciam um tanto quando frágeis, mostraram que sabem tocar rock igual gente grande, senão melhor que muito marmanjo das antigas. Não costumo ficar babando ovo, ainda mais para adolescentes rebeldes que não sabem o que fazer com o dinheiro e a fama repentina, mas o Howler realmente me surpreendeu ao vivo. Já conhecia o som dos caras, mas a voz de Jordan, ali na minha frente, foi assustadoramente arrebatadora, lembrando – e muito – Julian Casablancas. Está certo que Gatesmith exagera um pouco na pose, entrando no palco com seu Jack Daniels, tentando impor uma idade que não tem e fazendo caras e bocas de “estou muito louco” – ou talvez até estivesse. Mas a verdade é que o menino tem talento e carisma legítimos. Acredito que muitas das suas ações são um tanto quanto calculadas para lembrar o vocalista do Strokes, mas a voz de Jordan é realmente diferenciada. A banda, que tirando o baterista Brent Mayes parecem meninos franzinos e até delicados demais para tanto rock ‘n’ roll, deixa claro que imagem não é nada. Destaque para Ian Nygaard e France Camp (guitarrista e baixista).

Destaque para o guitarrista Ian Nygaard, e ao fundo o baterista Brent Mayes

O vocalista Jordan e o baixista (ao fundo) France Camp

Com um show curto, baseado somente no primeiro e recém-lançado álbum “American Give Up”, o Howler fez uma apresentação de 1h mais ou menos – com direito ao público cantando o Hino Nacional. Confesso que foi tempo  suficiente para eles provarem que fazem som que nem gente grande e que se conseguirem passar da fase de afirmação juvenil, podem ir muito longe, assim como a banda a quem têm sido comparados. Vida longa, boys!

Confira a entrevista do Howler para o zbra.fm  e um trecho do show que rolou ontem no Beco 203.

Agradecimentos especiais à agência Playbook – responsável pela vinda do grupo ao Brasil, junto com os fãs -, que possibilitou a entrevista.

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