Grammy 2012 – Ascensão de uma estrela e a morte de outra

Adele, com seus seis Grammys

A segunda-feira chegou e ainda só falam do Grammy, que teve sua 54° edição, na noite de ontem (12), e da morte repentina de Whitney Houston, um dia antes da cerimônia (11).

Um dos destaques, da mais importante premiação da música mundial, foi Foo Fighters, que reafirmou na prática – e discursou – que para fazer um bom álbum de rock não precisa de muita coisa – leia-se grandes tecnologias e produção -, a não ser talento, inteligência e coração. Sim, Dave Grohl estava sentimental na noite de ontem. O grupo, que voltou as origens grunge da extinta banda Nirvana, com um som gravado na garagem e com pouca tecnologia, levou cinco, dos seis prêmios para os quais foi indicado e se apresentou duas vezes na cerimônia – o vocalista ainda voltou ao encerramento para tocar ao lado de Bruce Springsteen e Paul McCartney. Nada mau para um gênero musical sempre marginalizado em cerimônias desse calibre.

Foo Fighters ganhando um dos cinco Grammys da noite

Mas o trono pertencia a uma rainha. Não poderia deixar passar em branco a consagração de uma das melhores cantoras da atualidade, Adele, que ganhou seis, dos seis prêmios para os quais foi indicada, e o melhor, em território estranho (já que o Grammy adora premiar seus conterrâneos). Um marco, pois, se não me falha a memória, apenas uma artista conseguiu o mesmo feito de Adele (ganhar 6 prêmios de uma vez só), Beyonce. O triunfo da britânica, na última noite de domingo, foi ainda mais dramático, por conta do seu retorno aos palcos, depois de uma cirurgia complicada em suas cordas vocais, que fez com que Adele ficasse cinco meses longe dos holofotes. Bom, quanto a sua voz…ela continua a mesma ou, pelo menos, bem parecida – confesso que achei um pouco estranha, talvez ela estivesse se poupando. Tomara!

Adele fez um discurso emocionado quando ganhou o mais importante prêmio da noite – “Álbum do Ano” -, dizendo que “21” era um disco que falava sobre coisas comuns, e surgiu depois de um relacionamento de mer**. A cantora, ainda disse – em entrevista pós-Grammy – que nunca mais fará um álbum inspirado em seus fracassos amorosos. Uma pena, pois tanto “21”quanto o anterior “19” são baseados na vida da moça, com temas corriqueiros como, saudades de casa, corações partidos etc., e na boa, ela tem o dom de conseguir transformar emoções e sentimentos pessoais em grandes hits. Para não, fofa.

Esses últimos acontecimentos e principalmente a ascensão de Adele, me faz refletir sobre a lei da vida. Apesar de não ter sido de forma natural (pelo menos é o que se imagina), Whitney se foi apenas um dia antes da glorificação da jovem inglesinha. É a lei natural das coisas: uns se vão e outros chegam… Talvez aqui a lei que poderia melhor ser aplicada, para ficar mais coerente, poderia ser a lei do sucesso. Como bem disse João Marcello Bôscoli, em uma matéria sobre a cantora morta, hoje, no jornal Estadão: “No topo cabe pouca gente…”. Whitney, que foi, sem dúvida, umas das maiores divas do pop romântico americano, já não estava em sua melhor forma há pelo menos uma década, devido ao seu longo histórico de abuso de drogas e álcool. Até ensaiou um retorno – catastrófico – há uns 2 anos, mas acabou deixando claro, que a voz que a fez tão única, não era mais a mesma, e provavelmente nunca seria…triste, mas compreensível.

Confira a apresentação lindíssima que marcou a volta de Adele aos palcos.

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