Aniversário, Whisky e Mayer Hawthorne

Réplica do cantor Mayer Hawthorne

Com o palco cheio de bexigas, o cantor Mayer Hawthorne fez um show para lá de especial no Cine Joia, em São Paulo. Completando 33 anos, na noite de ontem (2), o americano cantou, “flertou”, tirou foto, bebeu – até ofereceu o seu melhor whisky para alguns sortudos da plateia -, ganhou presente de fã e bolo da produção -com direito a “parabéns para você” em inglês e português -, e tudo isso durante o show, enquanto cantava os sucessos dos seus dois álbuns.

Mayer, que ontem (2) fez 33 anos, tocando no Cine Joia

Mayer "flertando" com o público

Em turnê com o seu recém-lançado disco “How Do You Do”, Mayer encheu o Joia, mas não ao ponto de ficar insuportável, como no show do The Rapture. Aliás, por conta da super lotação do outro show, acabei não vendo a casa, que tem se mostrado cada vez mais interessante.

Mayer e sua réplica de brinquedo

Cine Joia

Cheguei cedo ao local, e quando entrei no Cine Joia, ele ainda não estava cheio. Consegui comprar as benditas fichas – para poder consumir – e, para a minha surpresa, há bastantes caixas, inclusive duas pessoas fora da cabine com máquinas de débito e crédito. A casa é nova – a reforma -, portanto não sei dizer se esse sistema de pessoas fora da cabine prestando serviço é algo novo ou  já existia desde a inauguração. O importante é que o serviço se mostrou muito bom, e a quantidade de caixas também, pelo menos para o número de pessoas presentes na noite de ontem. Eles contam com dois bares, sendo que o do canto só serve cerveja e chopp (três chopeiras estupidamente congeladas). O Cine realmente me surpreendeu. Só o som que continua muito ruim, mas pelo que fiquei sabendo, eles estão tentando ajustar isso. Espero que realmente consigam, pois a casa é uma ótima opção, sem contar que é um charme.

Caixas tranquilos

Bar especial. Só cerveja e chopp

Mayer se mostrou um verdadeiro showman. Interagiu diversas vezes com a plateia – que mais parecia ser seus amigos íntimos -, os advertiu sobre o uso de câmeras e aconselhou a todos a se sentirem como se estivessem em um show ao vivo (ironicamente, é claro), e foi aí que ele fez pose para fotos – com o público – e depois disso todos foram convidados a guardá-las. Mas não foi só de gracinhas que Hawthorne conquistou a plateia; o rapaz realmente é um talento a ser observado – e ouvido, é claro. Com um estilo retrô, que vai muito além do figurino, suas músicas, com influências do mais puro soul dos anos 60 e 70, são cheias de charme e pegada que faz todo mundo ao menos mexer o pezinho. Uma sonoridade fantástica. Letras simples, mas ao mesmo tempo com uma sofisticação musical que há muito eu não ouvia. Ao vivo então é outra coisa: banda boa, coreografada e igualmente retrô.

Mayer fazendo pose para as fotos

Mayer no Cine Joia

Banda acompanhando no estilo retrô

Mayer e banda sincronizada

Talvez esse meu encantamento exacerbado seja por conta da falta de criatividade da industria da música atual, principalmente brasileira – que o diga Michel Teló. Mas se o som de Mayer não é tão original assim, devido as suas influências musicais, pelo menos é único. Ah e como é bom…

Veja Mayer cantando “Walk”, uma das músicas mais deliciosas do show, no  Cine Joia:

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