The Rapture

The Rapture, no Cine Joia

Aconteceu ontem (25), no Cine Joia, em São Paulo, o show da banda americana The Rapture. Os rapazes, que não lançavam um álbum há 5 anos, vieram apresentar o elogiado LP “In The Grace Of Your Love”. A apresentação, que estava programada para começar às 22h, teve um atraso simbólico de 20 minutos, e quando os nova-iorquinos entraram no palco, o antigo cinema, no centro de São Paulo, já estava lotado.

Cheguei às 22h e tinha uma pequena fila em frente ao local do evento. O público adulto e bem moderninho, em nada lembrava a plateia do festival do dia anterior. Confesso que nunca tinha ido ao Cine Joia, e fiquei impressionada – a princípio – com um dos endereços mais descolados para shows – idem – da capital.

O grupo, que tem influência direta com bandas do pós-punk, entrou para história como um dos que ressuscitaram o dance-punk, no final dos anos 90 e início dos anos 2000. Sua sonoridade é uma mistura de acid house, dance music, eletrônico e indie rock. Era o que faltava para fazer o público alternativo – antes passivo – desprender-se de dogmas e cair literalmente na dança, sem medo de ser feliz ou parecer ridículo – uma mudança e tanto no comportamento dos fãs do gênero.

Depois de cinco anos de ostracismo, o grupo voltou e em sua melhor forma. O show foi sensacional, do começo ao fim. As músicas, que em estúdio já mostram a força dos instrumentos, deixando-as bem ricas e elaboradas, ao vivo ficam ainda mais fortes. Com a voz marcante e bem peculiar de Luke Jenner e a bateria marcada de Vitto Roccoforte, as canções ainda têm espaço para o saxofone – entre outros instrumentos de percussão – muito bem executados pelo showman Gabriel Andruzzi. O show só não foi melhor porque a acústica da casa é péssima. O som faz eco e  percebe-se nitidamente que ele bate e volta. Boa parte do público reclamou.

Vocalista e guitarrista Luke Jenner

O multi-instrumentista Gabriel Andruzzi, que deu um show à parte

Os nova-iorquinhos iniciaram o show com a música que dá o nome ao álbum, “In The Grace Of Your Love”, e logo em seguida tocaram “Never Gonna Die Again”, também do mesmo disco. Depois, a banda mesclou com sons dos seus outros LPs , tais como o excelente “Echoes” e “Pieces Of The People We Love”. O público correspondeu e cantou em coro todas as músicas. Destaque para “House Of The Jealous Lovers” e “How Deep Is Your Love”, que finalizou a noite com chave de ouro.

Em relação ao local do evento, já mencionei acima o problema com a acústica. Provavelmente o local não é o melhor lugar para assistir shows, apesar de ter um espaço bacana e bonito. Outro problema que observei por lá foi a fila desproporcional para comprar fichas – para poder trocar por bebidas etc. O tamanho era tão grande que fiquei sem beber absolutamente nada, e o calor – o ar-condicionado não deu conta – estava de matar. Preferi ficar com sede a enfrentar aquela fila, sério.

Detalhe do teatro Cine Joia

Público lotou o Cine Joia

Fila para comprar ficha, que não dava para saber nem onde começava

Veja o vídeo do The Rapture no Cine Joia:

2 pensamentos sobre “The Rapture

  1. Guilherme Queiroz disse:

    Eu quero muito conhecer o cine jóia, pois parece muito legal. Mas que pena que a acústica não seja boa… Eles tinham dito que iriam tentar melhorar…

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