Summer Soul Festival

Aconteceu ontem (24), véspera de feriado em São Paulo, na Arena Anhembi, a segunda edição do Summer Soul Festival. Com um público bem jovem – o que acarretou um grande número de pais e acompanhantes – e também casais GLS, o evento contou com 22 mil pagantes.

O festival teve em seu line-up as cantoras britânicas Dionne Bromfield, Rox, o também grupo inglês Florence + The Machine, Seu Jorge e, finalizando a noite, o havaiano Bruno Mars. Diria que boa parte dos presentes – leia-se as milhares de adolescentes – foram para ver Bruno. A outra parte do público, digamos os mais moderninhos, foi para ver Florence, deixando as outras três atrações como meros figurantes.

Cheguei cedo ao evento, e tudo estava bem tranquilo, também, apesar de véspera de feriado, ontem

era dia de branco, e as poucas pessoas que já estavam na Arena eram justamente a garotada, e em sua boa parte, feminina. O público foi chegando noite adentro, o que fez o Anhembi ficar bem cheio no final do festival.

Começando pontualmente às 18:50 – como o previsto -, a primeira atração foi a jovem Dionne Bromfield. Apesar de nova – a inglesa tem apenas 15 anos -, a afilhada de Amy Winehouse surpreendeu com sua força vocal e bom gosto musical. Arrisco-me a dizer que em muitas vezes seu modo de cantar e dançar lembrava muito o de sua madrinha. Isso não necessariamente é ruim, se não for tudo uma grande encenação e forçação de barra, é claro. A cantora fez uma homenagem a Amy cantando sua música favorita “Ain’t No Mountain High Enough”, de Marvin Gaye, e já emendando com a música – da própria – “Tears Dry On Their Own”.

Dionne Bromfield no palco do Summer Soul Festival

Veja um pedaço do show de Dionne, no Summer Soul Festival, em São Paulo:

Logo em seguida, entrou a outra cantora de soul inglesa Rox , que não teve a mesma simpatia do público quanto Dionne. Entrando no palco com a música “Bang Bang”, de Nancy Sinatra, suas músicas mais lentas e desconhecidas do público brasileiro, fizeram com que a plateia jovem se entediasse. A cantora até que se esforçou para conseguir a atenção dos adolescentes, principalmente quando cantou “Only Girl”, da Rihanna, porém, num ritmo bem diferente, que acabou não empolgando em nada o público.

Público disperso na apresentação de Rox

Casal adolescente nem aí para o show da Rox

Florence + The Machine entrou por volta das 21h. A simpática vocalista Florence Welch falava o tempo todo com o público e o quanto feliz estava por estar lá, e realmente ela parecia contente mesmo. Com um show que durou em torno de um pouco mais de 1h, a banda foi um dos pontos altos do festival. Afinada, a ruiva fez todos cantarem e pularem, mesmo com as músicas menos conhecidas. Destaque do show foram as canções “You’ve Got The Love” e “The Dogs Day Are Over”, quando Florence pegou uma bandeira do Brasil – jogada por algum fã – e pulou freneticamente pelo palco. A cantora ainda fez uma homenagem a Etta James – falecida há pouco tempo em decorrência da leucemia -, entoando “Somethings Got a Hold On Me”, e dizendo que se não fosse pela cantora americana, ela não estaria lá.

Florence + The Machine

Seu Jorge entrou logo depois, vestindo um terno vermelho e óculos escuros. O carioca, apesar de querido pelo público, pareceu não “ornar” muito com o festival, pelo menos no horário em que entrou. Teria sido melhor aproveitado e prestigiado, se o cantor tivesse entrado depois de Rox, fazendo um aquecimento para os verdadeiros headlines da noite, Florence e Bruno Mars. Sua apresentação teve hits como “Carolina”, “Burguesinha” e músicas do seu mais novo álbum “Música Para Churrasco”.

Seu Jorge

Bruno Mars finalizou a noite para alegria das histéricas -e histéricos – adolescentes. Aliás, muito marmanjo se entregou ao som do simpático e muito sorridente havaiano. Apesar de não gostar muito do estilo das músicas de Mars, o cantor mostrou que tem talento e o porquê é tão venerado mundo afora. Co-autor de vários hits, na voz de outros artistas, Bruno cantou somente as suas músicas, exceção foram os mashups com Nirvana, White Stripes e Michael Jackson. Com uma banda coreografada e bem animada, o cantor tocou “Billionaire”, “The Lazy Song” e, finalizando a noite, “Talking To The Moon”.

Pista lotada no show do Bruno Mars

Público adolescente lotou a Arena Anhembi para ver Bruno Mars

De modo geral a organização estava boa, banheiros em número suficiente e bares também. Poucos momentos as filas dos caixas estavam realmente cheias. Preços razoáveis – em se tratando de shows, em que o valor sempre é salgado -, como, por exemplo, pizza R$ 6. Fiscalização em relação a menores de 18 anos com bebidas alcoólicas e segurança – dentro e fora da arena -, satisfatórias. Ponto fraco foi a pista premium, que a meu ver, deveria ser banida dos eventos no Brasil. O público geral ficou muito longe do palco, o que faz com que as apresentações – caso não estejam com a pista privilegiada lotada – ficarem frias. Deveria ser como em muitos dos eventos gringos – no Brasil alguns já adotam esse sistema – em que as áreas vips ficam ao lado do palco, e não na frente.

Entrada tranquila no festival

Tranquilidade para entrar no Summer Soul Festival

Banheiros tranquilos

Boa organização do evento

Caixas vazios

Tabela de preços

Público do festival

Grade que separava a pista premium da normal

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