Os melhores álbuns internacionais de 2011

Muita divergência em relação aos eleitos na categoria “Melhores Álbuns Internacionais de 2011”. Foi uma escolha difícil, porém, necessária.

Diferentemente das escolhas dos melhores em território nacional, em que apesar dos gostos mudarem – e muito – principalmente em relação à música popular – leia-se sertanejos universitários e etc. – é uma nacionalidade só, portanto, músicas não estranhas aos ouvidos do povo, digamos assim. Já os álbuns gringos, mudam muito em relação ao que o Brasil ouve ou a Inglaterra, por exemplo. E não digo em popularidade ou gosto, mas em “costumes” musicais, se é que faz algum sentido para vocês?!

Pois bem, depois de muito ouvir e “reouvir” e ter que levar algumas questões culturais em consideração, o zbra.fm chega com sua lista sagrada do “Melhores Álbuns Internacionais de 2011″. Já aviso, de antemão, que o primeiro lugar teve empate. Muitos irão reclamar e blá blá blá, mas acredito que foi a melhor maneira que encontrei de “juntar” os dois mundos, e claro, ser justa. Enjoy yourself!!!

10 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – “Noel Gallaghers’s High Flying Birds”

Bom, o que se pode esperar dos irmãos Gallagher’s pós-Oasis? Do Liam, bastante baboseira, encrenca e um som mediano. Do Noel, mais bom senso, músicas e acordes elaborados e letras geniais. Sim, o Lian teve e tem seus méritos no Oasis, aliás nada – em grupo – se cria sozinho, mas Noel Gallaghers’s High Flying Birds deixa claro quem era o gênio da família.

9 – Jay-Z & Kanye West – “Watch the Throne”

Junte dois dos maiores rappers do mundo – seus egos também -, coloque tudo em um LP e veja no que dá: “Watch the Throne”. Poderia ter sido um desastre – justamente por conta das vaidades -, porém, o resultado foi estrondoso. Não houve briga pelo trono, e os dois artistas mais influentes do hip-hop mundial se comportaram como lords ingleses. Um dos melhores registros de rap que eu já ouvi. “God save the kings“.

8 – Foo Fighters – “Wasting Light”

Às vezes, leva um tempo para nos reencontrarmos. Depois de alguns anos com trabalhos aquém da qualidade do grupo, o Foo Fighters voltou em sua melhor forma. No ano em que “Nevermind” fez 20 anos, Grohl chamou para produzir o “Wasting Light”, o mesmo produtor do álbum épico do Nivana, Butch Vig. Gravado na garagem de Dave, o novo LP é um retorno às origens grunge e punk rock do Nirvana, ops, Foo Fighters.

7 – Yuck – “Yuck”

Se você ainda não ouviu, ouça. O quarteto inglês mais globalizado de Londres – integrantes de várias nacionalidades – sabe fazer um som no melhor estilo indie rock dos anos 90, e de qualidade. O jovem grupo tem sido comparado, por alguns críticos, a bandas como Dinosaur Jr. e Sonic Youth. Uma das melhores surpresas de 2011 em termos de indie rock.

6- Radiohead – “The King of Limbs”

A banda estranha – e um tanto excêntrica – mais amada de que se tem notícia lançou “The King of Limbs” sem alarde, mas a despretensão tinha um motivo. O oitavo álbum da banda tinha – e tem – em seu DNA, o gene do amadurecimento gradativo, e conforme o tempo foi passando, a estranheza inicial também passou, e o álbum foi ganhando notoriedade merecida. A evolução, vocês poderão conferir ao vivo, em vários festivais de música que irão rolar no próximo verão do hemisfério norte. Coachella (EUA), Optimos Alive (Portugal) e Bilbao BBK (Espanha) já estão confirmados.


5 – Bombay Bicycle Club – “Different Kind of Fix”

Muita coisa mudou desde que o quarteto de indie/folk rock ganhou um concurso, em um programa da TV inglesa, em 2006. Em seu terceiro álbum, Bombay Bicycle Club já não é tão desconhecido dos brasileiros, aliás, em 2011, os paulistanos tiveram duas oportunidades de ouvir uma das bandas mais interessantes do mundo indie atual. “Different Kind of Fix” mostra o amadurecimento do grupo, e o nada convencional som, em um estilo musical, em que pouco parecia ser possível intervir.

4 – The Vaccines – “What Did You Expect From The Vaccines?”

O que eu esperava? Bom, acho que como todo álbum de estreia, algo promissor. Com um som mais cru, mas na medida, que lembra um pouco Ramones, The Vaccines surge – literalmente – como uma vacina contra a monotonia do atual cenário musical. Com músicas de letras simples e temas cotidianos, “What Did You Expect From The Vaccines?” não perde em nada para o primeiro e estrondoso LP do Strokes. Acho que os integrantes não esperavam ter ganho prêmios, como, por exemplo, melhor álbum de indie rock, um dos melhores sons de 2011 pela BBC, e ter o vocalista, Justin Young, aclamado como uma das melhores vozes – e guitarra também – do Reino Unido. Por essa, eles realmente não esperavam.

3 – Arctic Monkeys – “Suck It And See”

Arctic Monkeys voltaram, e em sua melhor forma. “Suck It And See” mostra um amadurecimento e qualidade musical – que andava meio perdida por ai – incontestável, colocando o grupo em um patamar à altura de grandes nomes da música inglesa – também incontestáveis. Ok, ainda é cedo para falar isso, mas que Alex Turner tem potencial para tanto, ah isso tem. Welcome back, boys.

2 – The Horrors – “Skying”

Outra banda britânica que vem honrar um lugar no top da zbra.fm, e não é qualquer lugar, é a medalha de prata. Apesar de ainda não serem muito conhecidos por aqui, os ingleses, com seu terceiro álbum, conquistaram uma merecida notoriedade e se lançaram de uma vez por todas, para além das terras da rainha. “Skying” é um trabalho completo, em que todas as peças se encaixaram, e por isso mesmo, fizeram deles, um dos maiores destaques no ano de 2011. Com um groove potente, o álbum é mais do que recomendado para se ouvir, e ouvir, e ouvir…

1 – PJ Harvey – “Let England Shake” e Adele – “21”

Não poderia deixar de lado essas duas obras-primas, apesar de Adele não estar em várias listas gringas, mas em praticamente todas as listas brasileiras e PJ ser unânime, aqui e fora do país.

PJ Harvey pareceu prever o futuro com seu décimo e atual álbum. O que faz “Let England Shake” merecer o primeiro lugar, segundo alguns críticos – e eu concordo -, é a universalidade e o compromisso com o mundo, que todos – ao redor do mesmo – parecem ter incorporado em 2011. Pegue como exemplo, os movimentos políticos atuais, como: Occupy, a Primavera Árabe e os tumultos e incêndios em Londres. Os sentimentos de horror e incerteza permeiam o álbum da inglesa, mas ao mesmo tempo trazem coerência e voz a problemas que muitos evitariam colocar em seus trabalhos. Apesar de PJ não ser política – e não querer esse rótulo -, pode-se dizer que ela pelo menos tem tino para as coisas que acontecem ao seu redor, e sabe fazer disso uma obra-prima.

Adele dispensa apresentações. A inglesa mais comentada e tocada do ano de 2011 merece o respeito, e, também, a medalha de ouro, junto com sua conterrânea. Gostaria de deixar claro que ela não está aqui por popularidade, e sim, porque o seu segundo álbum é esplendoroso, e vai muito além de “Rolling in the Deep” e “Someone Like You” – ótimas, diga-se de passagem. Apesar de temas completamente diferentes, “21” também pode ser descrito como universal, afinal de contas, quem é que nunca sofreu por amor?!. Adele soube usar sua dor de cotovelo, como matéria-prima para um dos discos mais lindos de que se tem notícia. Sua voz e talento como compositora são jóia rara, impossível não se emocionar em suas apresentações ao vivo – não?? Tadinho, o que seus pais fizeram com você? Brincadeiras à parte, vamos a pergunta que não quer calar: Agora que Adele arranjou um namorado novo – e parece estar bem feliz -, será que ela continuará a criar canções tão belas e com densidade emocional tão intensas em seu próximo álbum? Para mim, ela não precisa provar mais nada, graças a Deus, meus pais me deram muito amor rs…rs…

Semana que vem, o zbra.fm fará o “top” das músicas que estouraram no ano de 2011, tanto nacionais quanto internacionais.

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