Os melhores álbuns de 2011!

Já virou uma tradição em janeiro, as revistas – versão impressa ou online -, blogs e sites de música fazerem uma retrospectiva e elegerem – com voto do público ou não – os melhores do ano que passou. Fuçando na internet e lendo algumas publicações, vi que há bastante divergência entre eles.

Pois bem, eu decidi fazer um “top” baseado – porque não será 100% fidedigno – em algumas listas que encontrei por aí. Na verdade, eu mesclei “tops” 10/25/50/etc. de várias fontes, pois afinal de contas, todos têm o direito de ter os seus, inclusive o zbra.fm. A lista pode até ter os mesmos nomes – alguns -, mas nesse caso – fazendo um trocadilho -, a ordem dos fatores alterará o produto.

Quero deixar claro que, como todo “top”, lista etc., por mais que tenha uma visão e foco estritamente profissional, é uma escolha pessoal, portanto, não são verdades absolutas. Também gostaria de esclarecer que popularidade ou número de discos vendidos não foram um fator determinante para estar ou não na lista.

Os eleitos serão divididos e apresentados em dois posts. O primeiro vai ser a lista dos melhores álbuns nacionais de 2011. Enjoy!

10 – Marcelo Jeneci – “Feito Pra Acabar”

Apesar de ter sido lançado em dezembro de 2010, “Feito pra Acabar” merece destaque pois foi em 2011 que o álbum obteve merecida repercussão Com uma doçura e leveza, o disco é pura poesia cantada.

9 – Kassin – “Sonhando Devagar”

Kassin, que é um dos mais talentosos e versáteis produtores musicais da atualidade, teve como base para seu álbum de estreia “Sonhando Devagar” seus próprios sonhos. Uma doideira só, diga-se de passagem. Destaque para a música “Fora de Área”.

8 – Karina Buhr – “Longe de Onde”

Em seu segundo álbum solo, a pernambucana Karina Buhr conseguiu deixar claro a que veio. “Longe de Onde” é um disco denso e forte. Destaque para as músicas “Cadáver”, “Não Me Ame Tanto” e “Cada Palavra”.

7 –  Erasmo Carlos – “Sexo”

Com um álbum 100% voltado ao prazer, “Sexo” mostra que o Tremendão continua em sua melhor forma artística. Destaque para a música “Kamasutra”, que teve o clipe dirigido por Cacá Diegues.

6 – Marcelo Camelo – “Toque Dela”

Que o amor faz bem a alma, todos já sabem, mas para Camelo, esse sentimento não só fez bem a sua alma, mas também a sua criatividade – para quem não sabe, o cantor namora a jovem e também cantora Mallu Magalhães. Diferentemente do primeiro álbum solo “Nós” – um tanto quanto deprê -, “Toque Dela” – nome sugestivo – mostra um Marcelo bem mais prá cima.

5 – Chico Buarque – “Chico”

Quem é Rei, nunca perde a majestade, e o talento – é claro. “Chico” vem preencher a lacuna deixada, por ele mesmo, de 5 anos de silêncio. Mais arrojado, o novo álbum traz o melhor de um dos mais queridos cantores brasileiros vivos. Classudo. Sem mais.

4 – Mallu – “Pitanga”

Se Mallu trouxe leveza ao novo trabalho de seu namorado, Marcelo Camelo trouxe maturidade artística a sua amada. O tempo só tem ajudado a jovem cantora, e “Pitanga” é o melhor retrato disso. Com boa parte das músicas cantadas em português, Mallu se mostra mais confiante e com uma melhora vocal substancial. Álbum delicioso de se ouvir, do começo ao fim. Destaque para as canções “Sambinha Bom” e “Olha só, Moreno”.

3 – Boss in Drama – “Pure Gold”

O talentoso paranaense Péricles Martins ou Boss in Drama, como ele mesmo se autointitulou, sabe fazer música eletrônica da melhor qualidade. “Pure Gold” contém canções em inglês no melhor estilo pop dance. Destaque para as músicas “Favorite Song”, “Pure Gold” e “I Don’t Want Money Tonight”. O novo álbum é “puro ouro”.

2 – Emicida – “Doozicabrada e a Revoluçãõ Silenciosa”

Definitivamente 2011 foi um ano e tanto para o rapper paulistano. Convidado para participar do festival americano de música Coachella, Emicida quase não conseguiu embarcar para terra do Tio Sam, devido ao visto previamente negado – e providenciado em cima da hora. Também teve sua apresentação prejudicada no festival por conta da troca de horário – novamente, em cima da hora. Mas 2011 também foi o ano de amadurecimento artístico para o rapper. Produzido em Nova York, “Doozicabrada e a Revolução Silenciosa” mostra uma qualidade artística, tanto na produção como nas letras, que faz o “marrento” Emicida conquistar a merecida medalha de prata.

1 -Criolo – “Nó na Orelha”

Criolo, depois de mais de 20 anos de carreira, pode dizer que conseguiu chegar ao topo em 2011, e com todos os méritos. Em seu segundo álbum, o cantor mostra o quanto versátil um rapper pode ser. Uma característica rara no meio. “Nó na Orelha” tem rap misturado com outros ritmos, como, por exemplo, soul, MPB e até blues. Criolo foi um dos campeões de indicações da premiação da MTV Brasil – VMB -, ganhando “Álbum do Ano”, “Música do Ano” com “Não Existe Amor em SP” e  “Artista do Ano”. Será que o rapper chegou ao topo? Ou será que ele ainda pode subir mais? Eu com certeza digo que ele ainda vai longe. Vida longa ao “Criolo Doido”.

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