Dia de barracos e confusões!

O segundo dia do SWU foi bem tranquilo, com o público, porque os palcos pegaram fogo nesse domingo.

A chuva se fez presente em vários momentos, principalmente à tarde, quando ficou bem intensa. Aliás, podemos dizer que São Pedro foi o responsável pelo maior barraco do backstage no festival.

Parque Brasil 500

Parque Brasil 500

Por conta da chuva e dos ventos fortes que sopravam em direção a uma das arenas principais, alguns shows que estavam programados para ocorrer no palco Consciência tiveram um atraso significativo, já que não podiam ligar equipamentos elétricos. Ultraje a Rigor trocou o horário do seu show com a big band Tedeschi Trucks Band, que deveria tocar depois da banda brasileira, no palco Energia (a propósito, o show foi muito bom). Mesmo trocando, houve atraso de montagem de palco  etc. Resumindo, quando eu estava saindo da arquibancada em direção ao palco onde finalmente o Ultraje iria tocar, vi uma movimentação estranha, algo como alguém tentando invadir o palco. O som parou e Roger falou algumas palavras impublicáveis neste blog em relação  à “babação de ovo” em torno dos artistas estrangeiros.

Tedeschi Trucks Band

Ultraje a Rigor no palco Consciência

Bom, depois disso foi o show inteiro alfinetando Chris Cornell, próxima atração, dizendo que o músico ameaçou não tocar caso eles não terminassem a apresentação na hora. O público estava adorando tudo aquilo, mais pelo barraco do que pelo show. No final da apresentação, o público pediu bis e, quando Ultraje voltou para tocar, alguém (que ainda não sei quem) desligou a aparelhagem de som do grupo. Agora, em casa, com internet, vi que a confusão na verdade foi com a produção do Peter Gabriel, que iria tocar depois do Chris.

Chris Cornell, que foi alvo de críticas

Outras atrações também renderam muitos comentários, não pelo som em si, mas pelas confusões. A banda da eterna viúva negra do grunge Courtney Love, Hole, tocou na arena New Stage. Apesar de adorar Peter Gabriel, confesso que era a atração que eu estava mais ansiosa para ver.

O único álbum do Hole  que, eu acho,  vale ouvir é o Celebrity Skin. A propósito, a dúvida que permeou na minha cabeça, na época de adolescente, – de como um álbum tão bom podia ter vindo de uma banda com álbuns tão ruins – foi sanada poucos anos depois. Billy Corgan foi a resposta. Ele produziu e escreveu quase que todas as faixas do Celebrity. Aliás, alfinetadas não faltaram para o Billy, que namorou algumas vezes a transloucada vocalista  – ou não, já que Courtney ora confirma ora desmente e diz que foi só sexo. Inclusive, ela disse no show que partes de algumas músicas dele, como em Disarm (“…It’skilling me, its killing you…”), foram trechos retirados de uma carta que ela havia escrito para ele. Mas não foi só para Billy que Courtney destilou o seu veneno. Quando viu um fã com uma foto do seu falecido marido Kurt Cobain, ela deu barraco, gritou com o público, falando que não eram eles que tinham que conviver com esse fantasma há anos (o que é verdade e não deve ser fácil). Saiu do palco e disse que só voltaria, se o público gritasse que o Foo Fighters era gay.

Holle

Na verdade, essa briga é velha. Dave Grohl, ex-baterista do Nirvana e atual vocalista do FooFighters,  e Courtney brigam há anos na justiça por conta dos direitos autorais das músicas da extinta banda de grunge. Entre outras coisas, a viúva disse que ela ganha o dinheiro dela e Dave o dele, mas que tirar dinheiro da filha, da mãe e da irmã de Kurt não está certo, e que se ele não escreveu, ele não publicou, e que, por isso, as músicas não são dele. Disse também que o público não era proibido de gostar do Foo Fighters, mas que gostassem longe dela. Barracos à parte e seios de fora, o show foi curto. Pouco som, muita falação, desafinação e cigarros (ela deve ter fumado uns  cinco,  seis). Perdi Duram Duram, mas valeu pelas pérolas.

Logo no começo, já deu para perceber a diferença de público comparado ao do dia anterior: muito mais adulto e em número bem menor que o do sábado. Acredito que 70% das pessoas que foram ao SWU ontem foram para ver o Lynyrd Skynyrd. Perdi a conta de quantas pessoas estavam com camisetas, jaquetas e tatuagens (sim, foram várias) da banda responsável por fechar o segundo dia do festival. Também não é para menos, o grupo americano de southern rock é uma das bandas mais antigas em atividade nesse gênero nos EUA e, cá para nós, tocam muito.

Lynyrd Skynyrd fechando o segundo dia do festival

Mas antes da última atração, Peter Gabriel fez um show lindo, mas que, sinceramente, o som mais calmo produzido em conjunto com The New Blood Orchestra ficaria muito melhor em um ambiente fechado que em um festival de rock. Não me entendam mal, não sou do tipo que acha que em eventos desse tipo só possa tocar um tipo de música e tal, pelo contrário. Mas depois de um dia intenso, com chuva, vento e frio, o som mais parado deu uma “bodeada” desnecessária no público.

Peter Gabriel

atriz Daryl Hannah na pista assistindo Peter Gabriel

público e "boneco" conferindo o show do Peter Gabriel

outra "boneca" conferindo o show do Peter Gabriel

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s