Bombay Bicycle Club

Sou uma grande fã do indie rock inglês, mas confesso que conheço há pouco tempo o grupo britânico Bombay Bicycle Club.

Sem saber que, no final das contas, eu conseguiria ir ao Planeta Terra, assim que soube que BBC iriam fazer uma segunda apresentação na cidade, nesse último domingo (6), na filial paulistana do Beco 203, não pensei duas vezes e corri para comprar o ingresso. Não me decepcionei.

Antes do show, houve um pequeno desentendimento. No convite estava marcado para começar a apresentação às 21h. Porém, quando cheguei ao Baixo Augusta, a casa estava fechada. Não fui a única a ser induzida ao erro. O jeito foi esperar no Pub que fica em frente ao Beco 203. Portas abertas às 21h30min, fui logo conhecer a casa que abrigou, semanas atrás, o show do The Kills.

Achei interessante o lugar, apesar de algumas falhas grosseiras. O Beco trabalha com esquema de comanda. Bom, só para resumir, a casa tem só um caixa disponível, então vocês imaginam a fila quilométrica que se formou depois do show… Não tenho ideia de quantas pessoas cabem lá, mas garanto que em quantidade suficiente para abolirem a comanda e fazerem o esquema pague e pegue, ou colocar caixas suficientes para darem conta da demanda.  Desculpem-me, mas não acho legal (e não vou) sair antes do final da apresentação só para pagar uma comanda. Não é um problema do cliente que, aliás, pagou para ver o show, mas sim do local que deve oferecer um serviço no mínimo aceitável.

Dito isso, a casa também tem pontos positivos. Por exemplo, um espaço a céu aberto para os fumantes, sem que eles tenham que sair para a rua. O ambiente interno é amplo e o sistema de som é bom. Não sei dizer se os equipamentos são da casa ou dos músicos, mas a acústica não deixou a desejar, pelo menos para uma leiga como eu. E a minha parte favorita, eles vendem no bar: cerveja de “casco” Original.

Bom, vamos ao que interessa. A banda, apesar de ter um som um tanto quanto melancólico, fez um show eletrizante, cheio de guitarras elétricas e que lotou o spot de shows cool da cidade de SP. O grupo, liderado pelo simpático Jack Stademan, fez uma apresentação de 1h30min  e tocou  músicas dos três álbuns da banda. Suffle, do recém lançado disco, A Different Kind of Fix, foi a escolhida para abrir o show. Mas a música que mais causou comoção entre os presentes foi Always LikeThis que, no ano passado, eles tocaram com uma escola de samba no prêmio Multishow.

O público era, em sua grande maioria, de jovens na faixa dos  vinte anos e que, aparentemente, faz a linha “pós-emo” ou, no meu entendimento, “emos” mais descolados e felizes. Ok, eu acabei de inventar esses termos, mas é só para vocês terem uma ideia, pois eu mesma não consigo achar definições melhores que essas.

Bom show, daquele que você não fica olhando no relógio esperando a hora de ir embora. Digo isso, porque para os que trabalham no dia seguinte, cansados da noite anterior devido ao festival Planeta Terra, expectativa de ver um show às 21 horas, imaginando estar em casa às 24h, um atraso de 2h30min faz toda a diferença.

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