Sade

Ontem (20), fui ao show da Sade. Confesso que há muitos anos eu esperava por esse concerto, porém eu estava sem grandes expectativas em relação a esse show. O preço salgado do ingresso (entre R$300,00 e R$ 850,00) e o fraco álbum Soldier of Love, lançado o ano passado depois de anos de recolhimento, quase me fizeram desistir de assistir ao espetáculo. Mas em respeito aos seus trabalhos anteriores, que embalaram a minha adolescência e começo da vida adulta, resolvi ir. Ainda bem.

Pois bem, fui surpreendida, e acredito que não fui a única  – pelo menos foi o que ouvi ao meu redor. Esperava um show chato e cheio de casais de meia-idade; fato que eu era uma das mais jovens.  A cantora nigeriana porém, conseguiu atrair minha atenção do começo ao fim. Primeiramente, porque já não se fazem mais cantoras como antigamente. Voz, postura e pouca afetação fazem diferença para quem adora música. Mas a produção do palco, com poucos e ótimos elementos, a direção do show, vídeos bem colocados e o jogo de luzes fazem o espectador entrar no clima sexy do show sem se dar conta.

Espertamente, Sade cantou poucas músicas do último álbum, concentrando-se em seus maiores sucessos. O show teve momentos “dançantes”, com as músicas Smooth Operator e Paradise. Mas foram as mais românticas que ditaram o tom da apresentação, como as lindíssimas No Ordinary Love  e Jezebel . O público acompanhou, gritou e deliciou-se por quase  duas horas com hits como Sweetest Taboo, Kiss of Life e, fechando a noite com chave de ouro, Cherishthe Day.  Conclusão, Sade vale o que custa.

Agora, em se tratando da organização do show, houve algumas falhas. A pior delas foi a qualidade do som. Falhas técnicas, como oscilações no volume do microfone da vocal (muito baixo no começo do show) e microfonia, não foram raras. Sem contar a escolha equivocada por parte da produção do Ginásio do Ibirapuera como palco do evento. Mas o que também chamou a minha atenção foi a falta de lugares no setor das cadeiras inferiores. Quase fiquei de pé, e a quantidade desproporcional de pessoas x lugares fez com que a produção liberasse as cadeiras que ficavam quase que atrás do palco. Sério, é uma afronta e desrespeito às pessoas que pagaram R$ 450,00 para ver o show. O que me leva a crer que ou venderam mais ingressos do que lugares disponíveis ou convidaram/deixaram entrar pessoas que não tinham comprado convite. Lamentável.

Sade ainda fará dois show em terras tupiniquins, amanhã (22), no HSBC Arena, no Rio de Janeiro, e dia 25, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília.

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