Juras de amor eterno no Bestival

Olá, pessoal. Chegou ao fim o segundo dia do Bestival e, hoje (9), presenciei uma das cenas mais inusitadas que poderia vivenciar nesse tipo de evento.

manhã do segundo dia do Bestival

manhã do segundo dia do Bestival

manhã do segundo dia do Bestival

Cheguei cedo ao festival e aproveitei o bom tempo para percorrer o parque. Fui conhecer os já famosos Wishing Tree, uma árvore gigante que tem, em seu interior, uma pequena pista de dança com experiências um tanto quanto esquisitas, como um barman servindo minicocktails a aliens e androides. Conheci também a The Inflatable Church, uma igreja inflável onde os casais mais apaixonados podem se casar durante o festival. Foi o que aconteceu com os namorados de longa data (dezesseis anos, para ser mais específica), Robert Delfino e Katy Stum. Enquanto a noiva, a daminha de honra e as madrinhas se arrumavam na tenda ao lado (onde há infinitas opções de roupas para esse tipo de ocasião e uma maquiadora exclusiva para elas), dois padres, um do lado de fora da igreja, chamando os fiéis para participarem da cerimônia, e o outro dentro da igreja, animando os convidados e o nervoso noivo, pulavam e dançavam freneticamente ao som de muita música eletrônica, comandada por um DJ localizado na parte principal “da casa de Deus”, o altar. A cerimônia ocorreu com discursos clichês (e politicamente incorretos) proferidos pelo padre moderninho e assanhado, com direito a troca de alianças, beijos e foto com todos os convidados no final. Sério, foi hilário e impagável.

Robin Hill Park

Wishing Tree

Dj na Inflatable Church

Robert Delfino e Katy Stum se casando no Bestival

foto com os convidados do casamento

Mas em se tratando da programação musical, a sexta-feira começou bem agitada também. Com uma programação mais expressiva do que a da noite anterior, a maioria das atrações puxou para o eletrônico, salvo algumas exceções, claro). A banda de indie rock Fellows Strangers tocou no pequeno palco Bandstage. Na tenda Big Top, o trio australiano Cut Copy atraiu o público GLS do festival com um show competente. Ainda nessa tenda, passaram Graham Coxon e Mogway. Já o ex-líder da banda Beach Boys, Brian Wilson, foi responsável pelo show mais familiar do dia, que ocorreu no Main Stage. No palco principal, ainda passaram o Public Enemy, Chromeo (com seu som pop eletrônico carregado de sintetizadores) e o headline da noite, a banda de electro rock Pendulum. Mas a atração que eu estava mais ansiosa para ver na noite de sexta-feira era a do duo britânico Groove Amada.

Cut Copy tocando na tenda Big Top

público conferindo o show do Brian Wilson, no Main Stage

Eu poderia escrever milhares de linhas sobre o porquê o Groove Armada (formada por Andy Cato e Tom Findlay) é, na minha opinião, uma das melhores bandas, dupla, Djs, produtores e o que mais quiserem rotulá-los da atualidade. Primeiro,  pelo fato de tocarem música eletrônica com banda ao vivo, o que acho demais. Segundo, porque a banda de apoio está sempre em constante mudança, o que eu acho muito positivo para a “oxigenação” do grupo. E  terceiro, porque cada LP é uma surpresa, eles não ficam acomodados em um estilo musical, estão sempre com novas referências que vão do hip hop ao rock, passando pelo pop e, claro, a derivações de eletrônico. O disco nunca fica monótono e  nunca se sabe o que vem a seguir, sem contar que cada álbum tem um conceito que sempre se mostra consistente.

Porém, recentemente o Groove Armada anunciou que não irá tocar mais com a banda de apoio (ainda não se sabe ao certo se só durante a divulgação do recém lançado set da dupla, Red Light, ou se para sempre), o que  os fazem ficar sem graça e sem a sua principal característica. No ano passado, eles passaram pelo Brasil,  tocando como DJ’s um set, que já era o  embrião do que hoje se tornou o Red Light. Fico triste, porque hoje eles não passam de bons DJ’s com remixagens competentes, o que, a meu ver, chega a ser um pecado diante da criatividade e potencialidade artística da dupla. Espero que isso seja só mais uma fase passageira (dentre das constantes mudanças) do meu grupo favorito. “God, save the Kings”.

Groove Armada na tenda Big Top

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